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Em finais de Agosto de 2010 alguns nadadores irão realizar a travessia do estreito de Gibraltar. Três nadadores master portugueses do Clube de Futebol os Belenenses, Alexandre Pereira, Manuel Silva e Nuno Crespo, acompanhados de um nadador master espanhol, Rudy Palamedi vão tentar, todos pela primeira vez, atravessar a nado a distância que separa o continente europeu do africano. Objectivos: Realizar a travessia do estreito de Gibraltar a nado, dentro das regras estabelecidas pela Asociación Cruce a nado del Estrecho de Gibraltar (ACNEG). Esclarecimento importante: Não, não nos vamos “mandar ao mar” em Tarifa, na costa de Espanha, e desatar a nadar em direcção a Marrocos, sozinhos e sem apoio… nada disso… a travessia é feita dentro dos padrões de segurança possíveis, apoiada por uma organização que “toma conta de nós” (ACNEG) e que, por isso mesmo, tem os seus custos. Distância aproximada: Em linha recta a distância menor entre as duas margens é de perto de 15Km. A distância real de nado será maior, pois as correntes impedem os nadadores de realizarem um percurso recto, factor que acresce mais alguns kilometros muito difíceis de contabilizar previamente. A distância total de nado deve variar entre os 17Km e os 20Km. Duração aproximada: Varia e muito, conforme a velocidade dos nadadores, as correntes, o vento e a ondulação. Neste momento, a nossa estimativa aponta para 4:00-4:30. Regras: A ACNEG tem duas tabelas para as pessoas que realizam a travessia, com fato, ou sem fato. A nossa aventura enquadra-se na última, ou seja, vamos fazer a travessia apenas com o seguinte equipamento: Um fato de banho normal (tanga). Uma touca. Óculos, tampões de ouvidos, protector para o nariz. Gordura Objecto luminoso, para nos verem durante a noite. 
Além disso existem as seguintes regras básicas da ANCEG: "a) La travesía comenzará desde el barco de acompañamiento situado en la Isla de Tarifa, desde donde el nadador procederá a tocar tierra. b) La travesía terminará en un punto natural de la costa marroquí, o en caso de que sea un punto de difícil acceso para las embarcaciones, cuando se considere suficientemente superada la prueba al tocar tierra o situarse dentro de cualquier bahía natural. c) El nadador no recibirá ninguna ayuda ni estará permitido agarrarse a las embarcaciones. Se admitirá como caso excepcional el subir a bordo para evitar un peligro inminente (proximidad de un buque mercante, presencia de cetáceos etc...) o asistencia médica." |